terça-feira, 31 de julho de 2012

Sobre o amor

altEm nossa língua, o português, todos os tipos de amor são descritos por esta única palavra “AMOR”. Mas é o próprio ato de sentir que nos ajuda a identificar os seus tipos; amor por sua mãe, amar o pai, amar meus irmãos, amor pelo marido ou esposa, amando meus amigos, meus melhores amigos, meu amigo de infância, amor pelos filhos, amar a Deus.

Mas é no grego que esta palavra se dissolve em 3: amor de Deus, Ágape; amor romântico, Eros; e o amor humano, um amor fraternal assim como de um pai pelo filho, Philos. Em cada pessoa essas palavras se enchem de histórias e as recordações e os sentimentos nos fazem entender com mais clareza o significado das expressões. Entretanto, é somente com o amor de Deus e do seu filho Jesus que conseguimos descobrir de forma plena o que é o AMOR.

Se você não acredita em Deus e nem em Jesus, não tem problema, mesmo assim você pode entender o que estou falando. Comece conhecendo apenas a história e então entenderá a grandeza do que é realmente AMOR. Em primeiro lugar eu descobri que o amor não tem condições para existir, nós é que condicionamos o AMOR. Jesus, o maior exemplo de homem na Terra, me ensinou que todos devem ser amados independentemente do que o outro possa ser.

Isso é realmente difícil, até mesmo para escrever. O que Jesus ensinou com suas atitudes e palavras é que um morador de rua deve ser amado por você, o assassino deve ser amado por você, a prostituta deve ser amada por você, o ladrão deve ser amado por você, o mentiroso deve ser amado por você, o traidor deve ser amado por você, o homossexual ou o heterossexual deve ser amado por você,... Todos devem ser amados por você, independente de merecerem ou não.

A atitude de amar não quer dizer que você está concordando com o que o ‘próximo’ faz. Por diversas vezes Jesus demonstrou AMOR por pessoas que eram discriminadas pela sociedade. Jesus não concordava com as atitudes dessas pessoas e realmente elas não mereciam o AMOR Dele, mas essas não são condições para amar. De forma amorosa Jesus corrigia, ensinava e orientava. É exatamente isso que Jesus ensina, não há condições ou merecimento para o amor existir.

O maior exemplo de AMOR foi de Deus, que enviou ao mundo seu único filho por amor a nós. E assim Jesus nos ensinou que é possível amar a todos. Em seguida Jesus morreu de forma cruel por amor a nós. Mas antes de morrer nos deixou o maior de todos os mandamentos:

“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo” (Lucas 10.27).



Arina Paiva
Secretária de Comunicação da CBB

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma profecia que se cumpre

A doutrina bíblica da oração
A oração no NT - De João a Jesus

Uma profecia que se cumpre

Leitura diária: Lucas 3.1-18
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 48, 49 e 50


O texto de Isaías 40.3, cerca de 700 anos antes, a respeito de uma voz que clamaria no deserto, vai se concretizar agora. Zacarias, profetizou a respeito de seu filho em oração, como aquele que prepararia o caminho do Messias, e isto acontece efetivamente, na vida de João Batista: "E ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados".

João marca então um novo momento na história da oração porque a sua palavra sobre o arrependimento e o reino de Deus que se aproximava com o início do ministério terreno de Cristo, trouxe para todos os seus ouvintes a noção da proximidade do Salvador, e mais ainda, a visão de que este Salvador estaria à disposição de todos para interpretar aquilo que em seus corações sentissem diante do Senhor Deus:

"Eu na verdade vos batizo em água, mas vem aquele que é mais poderoso do que eu, de quem não sou digno de desatar a correia das alparcas". Lc 3.16

Com tais palavras ele estava como que prenunciando aquilo que iria se dar com o ministério terreno do Mestre, que mostraria ao povo, a caducidade do ministério sacerdotal e intermediário do clero de Israel até então, em face da novidade do ministério pessoal e direto que ele trazia para inaugurar com todo aquele que nele cresse.

A linha direta vai se estabelecer. Até então, o povo se voltava para Deus em sacrifícios e orações intermediadas pelos levitas do templo. O tempo estava chegando e Cristo vai mesmo dizer à mulher samaritana: "a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade" (Jo 4.23), e vai mesmo no Sermão da Montanha, ensinar o povo a orar diretamente ao Pai (Mt 6.5-13): "Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai , que vê em secreto te ouvirá". Ou seja, a intermediação acabou. A linha direta se estabeleceu. Um novo ciclo no ministério da oração se iniciou.



Oração para o dia: Usa-me, Senhor, para ser receptivo à tua presença junto a mim. Que por obra do teu Santo Espírito eu tenha momentos de oração a sós contigo.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - A proximidade do reino de Deus

A doutrina bíblica da oração
A oração no NT - De João a Jesus

A proximidade do reino de Deus


Leitura diária:
Lucas 1.5-25, 67-80
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 45, 46 e 47


Agora quatrocentos anos aproximadamente são passados e uma página da História se move, para dar entrada aos novos tempos da revelação de Deus. Desde a oração de Malaquias até Zacarias, este nosso primeiro personagem do NT que nos ensina algo a respeito da oração, o mundo mudou muito:

- O eixo da História vai deixar de ser movido pela civilização egípcia na África, ou pela civilização babilônica, na Mesopotâmia. As influências mais poderosas do Oriente vão deixar de ser predominantes no núcleo geográfico central das civilizações, para que o Ocidente com a Europa, comece a aparecer, primeiramente, com a Grécia, nos anos 300 a.C., e seus pensadores clássicos Sócrates, Platão, Aristóteles, e com a força das suas cidades-estado, Esparta e Atenas.

- Depois, ainda nos anos 300 a.C., a Macedônia, com seus reis conquistadores, Felipe, e a seguir Alexandre e, com a civilizaçào grega que trazia de berço, educado que fora por Aristóteles, passe a gerir o futuro do mundo.

- Já nos anos 200 a.C., o Egito, com os seus reis selêucidas e o surgimento dos reis antíocos na Síria, incidem também sobre as terras da promessa do povo de Deus, dando origem até ao movimento de reação que se estende até aos anos 100, e que dois livros apócrifos nos contam (IeII Macabeus).

- No último século a.C, a Europa retoma novamente a condução da História, quando a República Romana se forma em Império e passa dominar o mundo, chegando Pompeu em 63 a.C. a conquistar a África e a Palestina, dando origem assim, a que o Grande Mar, o Mediterrâneo, passasse a se chamar "mare nostrum".

É neste emaranhado político de transição, que um sacerdote inexpressivo, de uma das províncias da Judéia, vai a Jerusalém em seu turno de trabalho e faz uma oração que dá início a um novo ciclo na história do falar com Deus:


"Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e remiu o seu povo...
fez surgir uma salvação poderosa... e tu menino, serás chamado profeta do
Altíssimo... porque irás preparar os seus caminhos" Lc 1.67,68,76



Oração para o dia:
Usa-me, Senhor, para que eu sinta a tua proximidade e possa ser levado pelo teu Espírito a estar sempre com o coração pronto para ouvir a tua voz a falar-me.


domingo, 29 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma oração de 54 versículos

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Salomão a Malaquias

Uma oração de 54 versículos



Leitura diária: Malaquias 3.1-10, 16-18
Leitura da Bíblia em um ano: 1Coríntios 13 a 16 e 2Coríntios 1


Mais de um século vai se passar novamente e as profecias de Jeremias vão se cumprir. Jerusalém vai ser devastada, o templo vai ser destruído, o povo vai ser levado cativo. Depois, como predissera o próprio Jeremias, este povo vai voltar do cativeiro e dar início a um período de restauração. Restauração nacional, racial e espiritual. É neste tempo de idas e vindas do povo na reocupação da terra e na reconstrução da cidade e do templo, que surge o profeta Malaquias.


Ele vai ser o profeta que encerra a primeira parte da revelação divina com a sua profecia. Depois dele, 400 anos vão se passar sem que a palavra profética se ouça em Jerualém e nas suas cidades. Malaquias surge então como aquele qie iria preparar o povo do Senhor para os tempos que viriam depois destes quatro séculos de silêncio da revelação de Deus.


Suas palavras, oriundas de sua vida de oração, o que lhe trazia segurança e firmeza na mensagem que transmitia, é plena de espiritualidade e visão dos tempos do Messias que viria:


"Eis que eu envio o meu mensageiro e ele há de preparar o caminho diante de mim, e de repente virá ao seu templo o Senhor a quem vós buscais..." Ml3.1

Assim, a revelação bíblica do Antigo Testamento se fecha com a revelação que se seguiria quatro séculos depois com o nascimento de João Batista, "o mensageiro" citado por Malaquias no texto acima e logo depois, com a "vinda do Senhor ao seu templo", o Cristo, o Filho de Deus.

Com Malaquias, um ciclo do aprendizado da vida de oração se fecha.
Observem que o livro de Malaquias, afora o primeiro versículo, é todo
ele uma palavra de oração, pois o profeta nada faz ou fala, a não ser
transmitindo aquilo que lhe é ditado por Deus ao seu coração, como
interlocutor divino para comunicação ao povo de Israel. Será que nós
hoje, temos vida de oração assim tão intensa e constante?... Será que os
nossos líderes em seus sermões estão pregando efetivamente aquilo que
o Senhor lhes ordena?...




Oração para o dia:
Usa-me, Senhor, para transmitir àqueles que estão ao meu redor, aquilo que colocas em meu còração para a paz de todos nós.

sábado, 28 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Falando com Deus na dor

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Salomão a Malaquias

Falando com Deus na dor



Leitura diária: Jeremias 1.1-19; 7.1-34
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 42, 43 e 44

Mais de um século vai passar-se e surge um novo profeta que com sua vida vai trazer-nos um outro estágio neste relacionamento que se estava estabelencendo entre o ser humano e o seu Deus. A diferença é que enquanto no tempo de Isaías, as coisas ainda estavam indo relativamente bem para Jerusalém e seu povo, os tempos de Jeremias serão prenunciadores de tristeza e sofrimento.

Sim, enquanto Isaías viveu numa corte ainda com certa pompa e pujança em tempos de reinados longos e até certo ponto positivos (Uzias 52 anos e Ezequias 29), Jeremias já vai pegar o rescaldo final do reino de Judá, já com o terror babilônico rondando as terras e cidades dos judeus, com os seus reis fracos e condescendentes com o pecado e a invasão inimiga.

Jeremias vai ter com o Senhor um dos diálogos mais íntimos e profundos, quando, um menino ainda, é chamado por Deus para ser o seu atalaia, diante de uma Jerusalém que se fragilizada como reino e fraquejava como povo de Deus, dado o afastamento em que vivia da lei do Senhor e da sua vontade.

O contato inicial que têm no texto de nossa primeira leitura, Deus falando e Jeremias ouvindo, é expresso em palavras de convite e desafio (Jr 1.1-19):
"Não digas: Eu sou um menino... Não temas diante deles... Ponho-te nestes dias sobre as nações... Cinge os teus lombros... Eles pelejarão contra ti... Mas não prevalecerão."

Já no segundo texto de nossa leitura (Jr 7.1-34), o panorama muda radicalmente. Não é mais o contato isolado e separado de um profeta sendo chamado para assumir o seu ministério, mas sim, o enviado de Deus, falando ao povo de Israel, as palavras que o Senhor lhe dissera que colocaria em sua boca:

"Emendai os vossos caminhos...Não vos fieis em palavras falsas... Porque os filhos de Judá fizeram o que era mau aos meus olhos... E farei cessar as cidades de Judá" Jr 7.3,4,30,34

Assim, a oração faz do servo de Deus o seu porta-voz para o mundo.



Oração para o dia:
Usa-me, Senhor, para que pela minha vida de oração eu me torne um interlocutor de tua vontade para aqueles que estão ao meu redor no lar e no trabalho.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Dois momentos - Duas orações

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Salomão a Malaquias



Dois momentos - Duas orações


Leitura diária:
Isaías 6.1-13; 37.1-7
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 39,40 e 41


O tempo dos reis que iniciaram o caminho da oração com mais proximidade e intimidade com o Senhor, passou. Depois de Davi e Salomão, logo com Roboão que divide o reino por sua inabilidade, este caminho se quebra e os reis vão ficar na dependência dos seus profetas para falar com ou ouvir o seu Deus.

Cerca de 300 anos quase, vão passar (Davi - 1.000 a.C. / Ezequias 720 a.C.), quando vai surgir um profeta que vai se tornar íntimo de Deus. Com Isaías, Israel volta a ter intimidade com o seu Deus, retomando-se o caminho iniciado por Samuel - "Fala, Senhor, porque o teu servo ouve" - 1Sa 3.10, que Isaías reproduz de forma um tanto diferente, mas dizendo a mesma coisa:

"Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então, disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim." Is 6.8

A resolução de Isaías é a mesma de Samuel. Ou seja, disposição em ouvir a voz de Deus e prontidão em responder à sua palavra.Esta intimidade do novo profeta com o Senhor é tão intensa que, no segundo texto de nossa leitura, ao ser interpelados pelos servos do rei Ezequias que vieram comunicar-lhe o problema que se avizinhava sobre Jerusalém, o profeta vai responder com toda a segurança: "Assim diz o Senhor", dando o recado que o Senhor lhe passara ao atemorizado Ezequias.

Nos dois momentos tão diferentes, o primeiro no seu chamado profético e o segundo na cobertura espiritual que prestava aos reis de Israel, Isaías nos evidencia uma característica que parece muito ausente nos dias de hoje: a palavra inspirada por Deus como resposta ao diálogo que se estabeleceu. Em ambos os momentos a palavra de oração do profeta foi de segurança e conforto. Nos dias de hoje, estamos como que transferindo essa oraçào para os nossos pastores e líderes espirituais, quando cada um de nós como crentes em Cristo, temos este acesso direto ao Pai. Às vezes pedimos muito a outras pessoas que orem por nós, como Ezequias fez, quando nós mesmos poderíamos fazê-lo, falando diretamente com o nosso Deus, Senhor e Salvador .




Oração para o dia: Usa-me, Senhor, para ser um interlocutor fiel e dedicado nos meus momentos de oração, ouvindo mais a tua voz, do que falando mesmo.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma oração corajosa

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Salomão a Malaquias

Uma oração corajosa


Leitura diária:
1Reis 19.19-21; 2Reis 2.1-15
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 36, 37 e 38


A trajetória que Elias cumpriu ontem indo até o Horeb para receber a resposta de Deus é, muitas vezes, aquela que temos que cumprir também para obter dele a sua palavra de conforto e de orientação para o nosso viver. Muitas vezes não temos esta percepção e em nossa ansiedade e tensão nos deixamos levar pela pressurosidade, errando os passos a tomar, ou pelo desespero, caindo na dor.

O texto bíblico de hoje, complementa o de ontem. Depois de 40 dias e 40 noites de ostracismo e tristeza, a oração de Elias chega ao coração do Senhor, e na voz suave e mansa que lhe surgiu, ele teve marcada a continuidade positiva de seu ministério profético, ungindo dois reis, um na Síria e outro em Israel, Hazael e Jeú, e mais ainda, ungindo a Eliseu como o seu sucessor:

"Partiu, pois, Elias dali e achou Eliseu... Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe, e então te seguirei... Então se levantou e seguiu a Elias, e o servia" 1Rs 19.19-21

Aliás, este sucessor de Elias, vai ser também considerado pelo povo de Israel, como um dos seus maiores profetas, e vai também nos dar uma sublime lição sobre o ministério da oração na vida do crente, quando ao se despedir do seu mestre e senhor lhe faz o seguinte pedido, uma oração corajosa e destemida:

Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja sobre mim dobrada porção do teu espírito" 2Rs 2.9


Muitas vezes não sabemos o que pedir em nossas orações. Nesta semana de leituras bíblicas temos dois exemplos positivos: Salomão que pediu sabedoria ao Senhor. Eliseu, agora, que pediu a presença do Espírito de Deus em sua vida.

O que estamos pedindo ao Senhor em nossas orações? Riqueza, bem estar, bons relacionamento? Aprendamos com Salomão e Eliseu a saber o que pedir.




Oração para o dia:
Usa-me, Senhor, para que saiba sempre o que pedir e como pedir ao Senhor, não com desejo de vaidade ou de poder, mas sim, com humildade e submissão.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma aula sobre o processo da oração

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Salomão a Malaquias

Uma aula sobre o processo da oração



Leitura diária: 1Reis 19.8-18
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 33, 34 e 35


Um outro personagem bíblico que vai nos ensinar muito sobre o processo da oração na vida do crente é Elias, o grande profeta de Israel, no reino do Norte. A importância deste nome para o povo de Deus vai ser tão marcante que, mesmo sendo ele profeta em Samaria, o povo judeu, remanescente do reino do Sul, mais tarde vai reverenciá-lo de tal forma sublime, a ponto de o comparem ao Messias, na pessoa de Cristo.

Sua vitória sobre os profetas de Baal vai marcar toda a sua trajetória profética. Sua coragem em enfrentar o rei Acabe e mostrar-lhe os seus erros, vai fazê-lo ganhar daquele rei, a alcunha de " o pertubador de Israel", de tal forma ele chamava a atenção do rei e de sua côrte para os desvios espirituais que cometiam.

Diante de tais impactos, em determinado momento, este grande homem de Deus se abate. Se julga perseguido e condenado pelo furor da rainha pagã que trouxera o culto a Baal para dentro de Israel. Contrito, foge para o deserto e parece esperar a morte, quando então resolve orar ao Senhor, entregando "os pontos", ou seja, desistindo da luta.


É quando o Senhor vai lhe mostrar que para alcançar-se a vitória em oração há todo um caminho a percorrer. Muitas vezes nós não pensamos assim. Queremos respostas imediatas e completas logo, enquanto no plano de Deus o tempo decorrido entre o anseio e a resposta, é o tempo do Senhor para o nosso aprendizado e aperfeiçoamento espiritual.


Com o alento que recebeu do anjo que o Senhor lhe enviou, ele vai caminhar 40 dias e 40 noites, até chegar a Horeb, o Monte do Senhor. Ali ele vai procurar falar com Deus, mas o Senhor não estava nem no vento, nem no terremoto, nem no fogo, com que ele se anunciara, mas sim, na voz suave e calma que respondeu ao seu clamor e lhe vai dar a orientação necessária para prosseguir:


"E ao ouvi-la, Elias cobriu o rosto com a capa e, saindo,
pôs-se à entrada da caverna. E eis que lhe veio uma voz que dizia:
Que fazes aqui, Elias?" 1Rs 19.13




Oração para o dia:
Usa-me, Senhor, tornando-me dócil à tua vontade, não desejando a tua resposta no tempo que é meu, mas no tempo que é teu.

terça-feira, 24 de julho de 2012

O que para mim era lucro

altO que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo (Fil. 3.7)

Será que estamos dando prioridade ao que é verdadeiramente prioritário?
AVALIEM:


1. Você lê a Bíblia e ora com os seus filhos?
2. Você leva os seus filhos à igreja?
Ou você rejeita as coisas do Reino de Deus.
Ou você não tem tempo para as coisas do Reino de Deus.
Ou você precisa descansar, então não dá para investir no Reino de Deus.

Ainda é tempo de: ensinar os seus filhos nos caminhos do Senhor, para que jamais se desviem Dele.

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma oração inigualável

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Salomão a Malaquias

Uma oração inigualável


Leitura diária:
2Crônicas 6.12-42
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 30, 31 e 32

Realmente, existem na Palavra de Deus, orações de grande e forte impacto. Abraão orando por Sodoma e Gomorra... Moisés orando por poder entrar na Terra Prometida... Josué se lamentando pela derrota de Israel na primeira batalha pela conquista de Aí... Davi, confessando o seu pecado, conforme o Salmo 51... No entanto, em termos de grandiosidade e de exuberância do poder e da bênção do Senhor sobre Israel nenhuma outra há igual à que Salomão pronuncia quando o templo que seu pai idealizara é por ele concluído.

- Primeiro, ele reconhece a majestade e poder do seu Deus: "Ó, Senhor Deus de Israel, não há, nem no céu nem na terra, Deus semelhante a ti...

- Segundo, ele evidencia o grau de obediência em que deve viver o povo que é de Deus: "Não há Deus semelhante a ti, que guardas o pacto e a beneficência para com os teus servos que andam perante ti de todo o seu coração...

- Terceiro, ele clama pela presença permanente deste Deus na vida do povo de Israel: "Que dia e noite estejam os teus olhos abertos para esta casa...

- Quarto, ele coloca Israel como submisso à correção divina: "Se alguém pecar... ouve então do céu, age e julga os teus servos"...

- Quinto, mas também apresenta um povo propenso ao perdão: "se por terem pecado contra ti... confessarem o teu nome... ouve então do céu e perdoa os pecados do teu povo, Israel...

- Finalmente, pede que em situações de fome, doença ou peste, guerra e exílio que o Senhor, vendo que "se arrependem... e oram... ouve então do céu, lugar da tua habitação, a sua oração e as suas súplicas, defende a sua causa e perdoa ao teu povo que houver pecado contra ti".

Esta oração é especial, porque Salomão consegue colocar em seu clamor todas as situações, praticamente, que são possíveis ao viver do homem, seja naquela época, seja nos dias de hoje, como podemos ver em seu final:

"Agora, ó meu Deus, estejam os teus olhos abertos,
e os teus ouvidos atentos à oração que se fizer neste local" 2Cr 6.14,40

Assim deve ser até os dias de hoje, na minha vida e na sua vida.




Oração para o dia: Usa-me, Senhor, para ser um servo fiel a ti, colocando em minhas orações, todo o meu desejo de servir e obedecer à tua vontade.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma declaração de poder

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Salomão a Malaquias

Uma declaração de poder

Leitura diária: 2Crônicas 6.1-11
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 27, 28 e 29


O filho de Davi vai dar continuidade a este sentimento de proximidade do Senhor Deus com a sua criatura. Logo que assume o governo de Israel, e especialmente neste momento em que se prepara para a dedicação do templo, o rei Salomão dá uma prova inconteste de sua dependência e submissão ao Senhor.

É impressionante verificar que ele ainda não está fazendo a oração com a qual dedicará o templo recém construído ao louvor e à adoração do Senhor, mas diante da congregação do povo de Israel, ele faz uma declaração em que expressa de maneira exuberante a sua gratidão ao Deus de seu pai e de sua nação: "Bendito seja o Senhor Deus de Israel,que pelas suas mãos cumpriu o que falou pela sua boca a Davi, meu pai..." dando testemunho do pacto firmado pelo Senhor com o seu servo: "Escolhi Jerusalém para que ali estivesse o meu nome; e escolhi Davi para que estivesse sobre o meu povo Israel...- confirmando desta forma aquilo que, desde que "tirara o povo do Egito", era o desejo do coração do Senhor.

Salomão vai dar início então a um período de novo relacionaento com o Pai. Por suas conquistas, especialmente na primeira parte do seu reinado, cerca de 20 anos talvez, ele vai dar lugar em sua vida e na do povo de Israel, à exaltação ao poder do Deus que fizera tudo aquilo possível. O momento é tão especial que a glória do Senhor se manifestará na dedicação do templo; o poder do Senhor se demonstrará no encontro que tem com o rei para que ele lhe peça o que mais deseja em seu coração; e em decorrência disto, cidades serão edificadas, povos vizinhos serão feitos tributários de Israel, os serviços religiosos do templo se confirmam, o mundo conhecido ouve da grandeza de Israel e de longe vem tributar-lhe o devido louvor. Tudo isto, porque uma vida de oração e dependência do poder do Senhor se cristalizou para a criatura de Deus, como podemos ver pela belíssima e poderosa declaração que faz Salomão:


Assim cumpriu o Senhor a palavra que falou; pois eu me levantei
em lugar de Davi meu pai, e me assentei sobre o trono de Israel, como
prometeu o Senhor, e edifiquei a casa ao nome do Senhor,
Deus de Israel." 2Cr 6.10


Oração para o dia: Usa-me, Senhor, para que eu saiba com humildade e reconhecimento, traçar os meus projetos de vida, segundo tua resposta à minha oração.

domingo, 22 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - A mudança se consolida

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Moisés a Davi

A mudança se consolida


Leitura diária:
2Samuel 12.13-24; 1Crônicas 17.16-27
Leitura da Bíblia em um ano: 1Coríntios, capítulos 8 a 12

O caminho iniciado por Samuel, da transparência de vida diante do Deus Pai e Senhor vai se consolidar na vida do segundo rei que ele, por orientação do Criador vai designar para o povo de Israel. Talvez não haja na Bíblia um outro personagem tão identificado com o sentido e o significado da oração como o rei-poeta, Davi. Samuel ensinou-lhe o caminho, e depois, o próprio rei, vai aperfeiçoar-se e aprofundar-se nele em razão de suas peripécias de guerreiro valente, rei conquistador e organizador de escol, dando origem com o seu reinado e com a sua ação administrativa à formação do verdadeiro sentimento de nação escolhida e de reino especial para o povo de Israel.

Os dois textos que foram escolhidos para nossa leitura a fim de evidenciarem esta característica de Davi, são efetivamente uma referência fundamental para o valor da oração na vida deste servo de Deus. O primeiro, quando o rei compreende a extensão do pecado que cometeu e se coloca à disposição do Senhor para a perda que lhe seria imputada por tal erro, entendendo com profunda dor, que o seu filho gerado no pecado, lhe seria tirado por vontade do Senhor: "Davi, pois, buscou a Deus pela criança... passava a noite prostrado sobre a terra... Então, Davi se levantou da terra, lavou-se, ungiu-se, e mudou as vestes"... (2Sa 12.16,20), numa demonstração efetiva de plena dependência da vontade do Senhor sobre a sua vida e a vida de seu povo.

Muitos anos mais tarde, quando consolida o seu reino e tem Israel como nação sujeita ao seu poder e domínio, ele evidencia mais uma vez, a sua dependência da vontade soberana do Senhor, quando ora em louvor e gratidão ao Pai, reconhececendo-o como responsável direto por sua ascensão de pastor de ovelhas a rei de Israel e pelo poderio alcançado:


"Então entrou o rei Davi, sentou-se perante o Senhor, e disse:
Quem sou eu, ó Senhor Deus, e que é a minha casa, para que me tenhas
trazido aé aqui?" 1Cr 17.16



A partir deste momento, Israel e o mundo todo hoje, vai conhecer pelos salmos de Davi, todos os caminhos da oração diante do Senhor.




Oração para o dia:
Usa-me, Senhor, para que eu saiba te buscar em oração por motivos de contrição, de confissão, de indagação, de gratidão, de louvor e de exaltação.

sábado, 21 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma nova era está a começar

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Moisés a Davi

Uma nova era está a começar



Leitura diária:
1Samuel 3.1-14; 8.1-22
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 24, 25 e 26

Com Samuel, uma página da história do povo de Israel vai ser virada. E virada definitivamente. Isto, porque a partir deste grande homem de Deus, o diálogo da criatura criada com o Criador vai se tornar algo de intrínseco e intimamente ligado à mentalidade e cultura do povo de Deus. Os três séculos aproximadamente de desvios e desencontros oriundos de "cada qual fazer o que parecia bem aos seus olhos", vão se encerrar, pois na pessoa do filho de Ana, as características de profeta, sacerdote e rei vão se encontrar, dando origem agora ao tempo dos reis e dos profetas que passarão a agir como intermediários do Senhor para com o seu povo, principalmente, através do ministério profético que Samuel inaugurará com tanta exuberância.

Realmente, Samuel é uma das figuras ímpares no AT. Sua vida se destaca em todas as esferas do viver: como menino aos pés de Eli, abrindo a cada manhã as portas da casa do Senhor; como adolescente, ouvindo a voz do Senhor falar-lhe convocando-o à luta; como jovem, sendo convocado por Eli para substituí-lo em detrimento dos filhos que não o honraram; como líder hebreu conduzindo Israel à vitória nas lutas; como juiz julgando a Israel em todas as suas regiões e cidades; como preceptor dos dois primeiros reis de Israel, chamando-os à razão e inspirando-os a uma vida de retidão diante do Pai.

Samuel é que vai descerrar a cortina do palco da intercessão para o povo de Deus, desde o início de sua vida, quando abre o seu coração para ouvir a voz do Senhor, e diz-lhe: "Fala, porque o teu servo ouve".

Muitos anos mais tarde, Samuel vai dar provas desta intermediação que lhe competia como profeta de Deus, quando diante do requerimento do povo para que lhes constituisse um rei, ele vai ser contra esta disposição, por achar que tal pedido era, inclusive, uma desconsideração à sua própria autoridade tantas vezes comprovada diante do povo, mas como servo bom e fiel, vai sujeitar-se à vontade do Senhor, indo ao encontro do que pediam:

"Ouviu, pois, Samuel, todas as palavras do povo, e as repetiu aos ouvidos
do Senhor. Disse, então, o Senhor a Samuel: Dá ouvidos à sua voz, e
constitui-lhes rei." 1Sa 8.21,22




Oração para o dia:
Usa-me, Senhor, para ouvir a tua vontade mesmo quando ela contraria aparentemente aquilo que julgo o melhor para o meu viver e a minha ação no mundo.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Oração em tempos difíceis

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Moisés a Davi

Oração em tempos difíceis



Leitura diária:
Juízes 6.11-24; 7.1-9; 16.28-31
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 21, 22 e 23

O período dos juizados na história de Israel vai ser um dos mais conturbados na trajetória que o povo de Deus fazia para identificar-se com o seu Rei e Senhor. É evidência disto o final que vemos em cada um dos seus episódios quando a Palavra de Deus nos registra que "naqueles tempos não havia rei em Israel;cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos".


No entanto, alguns exemplos de sujeição a Deus e de busca do seu poder pela oração acontecem e marcam o período tão nebuloso com rastros brilhantes. Os textos separados para a leitura de hoje nos evidenciam alguns desses momentos que seriam quase uma espécie de exceção à regra. Em meio a esta situação de descrença reinante, Gideão e Sansão são dois personagens que nos trazem esta diferença bem marcante em face à incredulidade geral que verificamos na maioria dos demais juízes que exerceram o papel de condutores do povo de Israel.


Gideão nos traz um momento "sui generis" em termos de oração, pois fala ao Senhor, pedindo dele "garantias" para a promessa que lhe fizera. Aliás, a palavra de Gideão nos parece estranhamente inoportuna, pois "testa" o poder do Senhor, pedindo duas contraprovas que garantissem o que pedira. No entanto, isto só foi possível ser tolerado pelo Pai com o seu servo, pela forma como ele se colocou diante do Senhor (6.17): "Se agora tenho achado graça aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu que falas comigo". Mais ainda, quando na consecução do plano que iria derrotar o inimigo, é o próprio Senhor que vem ao encontro dele, falando-lhe em plena confiança e certeza de vitória: "Levanta-te e desce contra o arraial, porque eu o entreguei na tua mão" (7.9).


Mais tarde, Sansão, outro dos juízes, vai seguir o mesmo caminho do conhecimento de Deus para o povo de Israel por meio da oração, quando num momento de extrema dramaticidade exclama em alta voz ao Pai, sabedor que ele o ouvia e viria ao encontro de sua vontade e pedido:


"Ó, Senhor Deus, lembra-te de mim, e fortalece-me agora
só esta vez, ó Deus, para que duma só vez me vingue dos filistes,
pelos meus dois olhos". Jz 7.28




Oração para o dia:
Usa-me, Senhor, como uma pessoa que prove aos que estão ao meu redor, a minha crença e fé no teu poder e na tua graça para com aquele que ora.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma vida de oração

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Moisés a Davi

Uma vida de oração



Leitura diária: Josué 1.1-9; 3.7-9; 7.6-15
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 18, 19 e 20

O sucessor de Moisés vai nos ensinar mais ainda sobre o caminho que estava sendo trilhado pelo ser humano para o melhor conhecimento do ministério da oração em seu início. Como escudeiro que fora do grande líder, Josué deve ter percebido que ele só prevaleceu em Refidim contra os amalequitas, porque enquanto ele lutava no vale, Moisés estava no outeiro ao lado, com Arão e Hur, sustentando as suas mãos em oração.

Além de ter sido a única pessoa que subira com Moisés ao Horebe, ficando ali nas proximidades enquanto o Senhor falava com o grande chefe de Israel, Josué, sendo arguto e perspicaz como vai demonstrar em toda sua vida de subordinado e depois de dirigente, sabia do poder da oração sobre a vida daquele que é chamado por Deus para o desempenho de uma tarefa. Por isso em três momentos diferentes de sua vida de condutor do povo de Deus ele vai nos evidenciar que conhecia o caminho a ser trilhado pela oração:


Primeiramente, quando recebe a missão e se coloca nas mãos de Deus para ser o seu instrumento, ouve do Senhor a palavra de confiança e destemor:
"Esforça-te e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhe daria"- Js 1.6.


Em segundo lugar, quando recebe do Senhor a incumbência de ser o intermediário de sua vontade para o seu povo: "Disse, então, Josué, aos filhos de Israel: Aproximai-vos e ouvi as palavras do Senhor vosso Deus." - Js 3.9.


E, finalmente, quando percebe que, pelo pecado cometido, ele e o povo perderam a bênção do Senhor, ele é humilde e submisso para reconhecer a falta perpetrada: "Então Josué rasgou as suas vestes, e se prostrou com o rosto em terra, perante a arca do Senhor"... - Js 7.6


Este é o homem que pelo trilhar da oração, vai poder chegar ao fim dos seus dias e clamar para aquele povo:


"Porém, eu e a minha casa, serviremos ao Senhor." Js 24.15.




Oração para o dia: Usa-me, Senhor, para ser em meu lar e em minha igreja um instrumento que transmita a todos, confiança,sujeição, humildade e firmeza em ti.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Oração, caminho de mão dupla

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Moisés a Davi

Oração, caminho de mão dupla



Leitura diária: Deuteronômio 3.23-29; 4.29
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 15, 16 e 17


Algumas situações na Bíblia nos convidam a refletir até, impropriamente, poderíamos dizer, sobre a justiça de Deus. A resposta negativa do Senhor a Moisés, quanto ao seu desejo de entrar na terra da promessa, é uma delas.

À uma primeira análise, nos parece inteiramente injusto da parte do Senhor, não permitir a entrada na terra, daquele líder que fora o instrumento desde o primeiro momento que a sua vontade se manifestou, para que isto acontecesse agora, ao final de quarenta anos de jornada;

- Afinal de contas fora predestinado pelo Senhor para isto quando o preservou da morte em sua infância, salvando-o nas águas do Nilo...
- Não podemos chamar de coincidência, mas sim de providência de Deus o fato de ser a filha de Faraó do Egito que vai tirá-lo das águas por meio de Miriam;
- Nem mesmo de simples conseqüência o fato de ter sido criado na corte do país mais desenvolvido da época, preparando-o assim para a obra que iria realizar;
- E muito menos de simples acaso, o fato de ter se identificado como hebreu, quando defendeu os seus irmãos que sofriam o castigo dos egípcios;
- Pior ainda, pensar que teria sido um desperdício de vida que o Senhor lhe impôs, os 40 anos que passaria em Midiã, para que o seu preparo se completasse para a obra que lhe tinha reservado realizar.


Sim, depois de tudo isto, sacrifício, resignação, renúncia, receber do Senhor esta resposta negativa, e no tom em que a recebeu, nos parece totalmente injusto: "Mas o Senhor indignou-se muito contra mim... e não me ouviu; antes, me disse: Basta; não me fales mais nisto".

Os caminhos do Senhor são insondáveis para nós. Tudo em seu querer e permitir, possui um propósito, uma razão. Muitas vezes desconhecemos isto, mas ele o sabe, e em sua soberania decide sempre o melhor para o seu povo, embora, em inúmeras situações não compreendamos o "porque". No caso de Moisés, ele queria ensinar-nos que a oração é sempre um caminho de mão dupla: o da nossa vontade humana e limitada que sobe até ele, e o da resposta dele que soberana e divina nega ou concede o que deseja o nosso coração.



Oração para o dia:
Usa-me, Senhor, para com humildade e espírito de submissão receber a tua negativa ao meu desejo, certo de que sempre desejas o melhor para mim.

terça-feira, 17 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma oração inigualável

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Salomão a Malaquias

Uma oração inigualável


Leitura diária:
2Crônicas 6.12-42
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 30, 31 e 32

Realmente, existem na Palavra de Deus, orações de grande e forte impacto. Abraão orando por Sodoma e Gomorra... Moisés orando por poder entrar na Terra Prometida... Josué se lamentando pela derrota de Israel na primeira batalha pela conquista de Aí... Davi, confessando o seu pecado, conforme o Salmo 51... No entanto, em termos de grandiosidade e de exuberância do poder e da bênção do Senhor sobre Israel nenhuma outra há igual à que Salomão pronuncia quando o templo que seu pai idealizara é por ele concluído.

- Primeiro, ele reconhece a majestade e poder do seu Deus: "Ó, Senhor Deus de Israel, não há, nem no céu nem na terra, Deus semelhante a ti...

- Segundo, ele evidencia o grau de obediência em que deve viver o povo que é de Deus: "Não há Deus semelhante a ti, que guardas o pacto e a beneficência para com os teus servos que andam perante ti de todo o seu coração...

- Terceiro, ele clama pela presença permanente deste Deus na vida do povo de Israel: "Que dia e noite estejam os teus olhos abertos para esta casa...

- Quarto, ele coloca Israel como submisso à correção divina: "Se alguém pecar... ouve então do céu, age e julga os teus servos"...

- Quinto, mas também apresenta um povo propenso ao perdão: "se por terem pecado contra ti... confessarem o teu nome... ouve então do céu e perdoa os pecados do teu povo, Israel...

- Finalmente, pede que em situações de fome, doença ou peste, guerra e exílio que o Senhor, vendo que "se arrependem... e oram... ouve então do céu, lugar da tua habitação, a sua oração e as suas súplicas, defende a sua causa e perdoa ao teu povo que houver pecado contra ti".

Esta oração é especial, porque Salomão consegue colocar em seu clamor todas as situações, praticamente, que são possíveis ao viver do homem, seja naquela época, seja nos dias de hoje, como podemos ver em seu final:

"Agora, ó meu Deus, estejam os teus olhos abertos,
e os teus ouvidos atentos à oração que se fizer neste local" 2Cr 6.14,40

Assim deve ser até os dias de hoje, na minha vida e na sua vida.




Oração para o dia: Usa-me, Senhor, para ser um servo fiel a ti, colocando em minhas orações, todo o meu desejo de servir e obedecer à tua vontade.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Um novo estágio começa

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Moisés a Davi

Um novo estágio começa


Leitura diária: Êxodo 3.1-22; 4.1-17
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 9, 10 e 11


Depois do relato bíblico da trajetória de José no Egito, quatrocentos anos vão se passar sem que a história seja escrita e tomemos conhecimento dos rumos que a prática da oração iria alcançar entre o povo de Deus, mais especialmente, entre os líderes que se sucederam depois dos tempos de José, e o Senhor de Israel. Sim, porque até esse tempo, verificamos que o povo mesmo não tinha ainda esta "intimidade" com o seu Deus, ficando este diálogo restrito quase que exclusivamente, pelo que lemos, aos seus lideres.

Pelo que podemos depreender dos tempos que nos separam do final do livro de Gênesis ao início do livro de Êxodo, nestes quatro séculos, Israel deve ter se distanciado de seu Deus, pois, a história nos conta do declínio que, como povo que cresceu e se multiplicou até um determinado momento, ele passou aos dias de aflição e dor, a ponto do "Senhor ter ouvido o seu clamor".

Este novo estágio de contato com o Senhor vai ter início com a pessoa de um dos personagens mais notáveis de toda a Palavra de Deus. Moisés, salvo da morte pela fé de sua mãe, Joquebede, e pela argúcia de sua irmã, Miriam, vai ser o menino judeu que adentrando à casa de Faraó, como filho adotado vai se tornar respeitado na côrte e mais tarde aquele que chamado por Deus vai antagonizar o poder de Faraó, intermediando a saída de Israel das terras do Egito.

Para isto, ele foi chamado especialmente por Deus. Um sinal especial foilhe mostrado, a sarça que não se consumia, para que ele soubesse e entendesse que algo de miraculoso estava acontecendo com ele: o Senhor queria falar com o seu servo, falando-lhe diretamente: "Moisés, Moisés! Respondeu ele: Eis-me aqui... Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó" - Ex 3.4,6.


Um novo tempo vai começar a partir daí. Novamente, o Senhor Deus terá um interlocutor especial, com quem dialogará e a quem dará ordens (Ex 4.11,12):


"Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz a boca do homem? ou quem faze o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar"




Oração para o dia: Usa-me, Senhor, para que possa ser um instrumento do teu querer para aquilo que desejas que o teu povo faça em minha casa, ou igreja, ou trabalho.

domingo, 15 de julho de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - A oração de descanso e de desafio

A doutrina bíblica da oração
A oração no AT - De Adão a José

A oração de descanso e de desafio


Leitura diária:
Gênesis 28.10-17; 32.22-32
Leitura da Bíblia em um ano: 1Coríntios, capítulos 3 a 7

Depois da lição que Isaque nos deu, no início da trajetória do homem em busca do contato com o seu Pai, ensinando-nos que, para alcançar-se este estágio, precisamos ter momentos a sós de meditação para que ele nos fale, ou nos responda a oração como aconteceu com ele - enquanto meditava eis que a noiva já vinha ao seu encontro - seu filho Jacó, vai ensinar-nos duas outras trilhas para chegarmos ao contato com o Pai.


O primeiro caminho que Jacó nos aponta é o do "descansar" em Deus. Nós podemos imaginar o turbilhão que devia estar percorrendo a mente daquele jovem. Banido de sua casa pelo conselho do pai; isolando-se do ódio do irmão, pelo proveito que tirara de sua insensatez; fugindo do aconchego de seu lar, seus pais, seus servos e posses; indo para uma terra estranha, onde não sabia o que o aguardava; temeroso, por certo, em meio a uma viagem em território desconhecido; sujeito, portanto, ao ataque de salteadores e de feras da noite... Mesmo assim, com tudo isto torturando a sua cabeça, Jacó, se deita e ainda que colocando a cabeça sobre uma pedra e não um macio travesseiro, dorme o seu sono tranquilo, podemos assim pensar, porque confiava no Senhor que, inclusive, vem ao encontro de seus temores, num sonho com visões celestiais que lhe asseguram a paz


"Eis que estou contigo e te guardarei por onde quer que fores..." Gn 28.15


Vinte anos depois, Jacó vai nos ensinar o segundo caminho. A história, todos nós sabemos. Enriqueceu, casou-se, teve filhos, foi enganado e enganou ao seu sogro, mas ao fim de tudo isto, como o Senhor lhe prometera lá na coluna de Betel, ele estava pronto para voltar. Mas para que isto acontecesse, diante do ódio que o seu irmão lhe guardava, Jacó vai orar ao Senhor em termos de busca pela bênção de Deus e mesmo de desafio ao emissário do Pai, quando exclama:


"Não te deixarei ir, se me não abençoares..." Gn 32.26


O filho de Abraão, pai de José, vai nos ensinar dois dos caminhos para falarmos com o Pai: o do "descansar em Deus", e o de "lutar com Deus".




Oração para o dia:
Usa-me, Senhor, como um servo fiel, que busque sempre descansar em paz crendo nas tuas promessas e a buscar com fé em meio à luta, a tua resposta.