domingo, 2 de setembro de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma oração para sempre

A doutrina bíblica da oração
A oração após os tempos bíblicos


         Uma oração para sempre



Leitura diária: Salmo 67.1-7
Leitura da Bíblia em um ano: Efésios 3 a 6 e Filipenses 1

Quando recitamos o texto da chamada oração modelo, quando Cristo ensinou-a aos seus seguidores em meio ao sermão que pregava nos montes ao lado de Cafarnaum, estamos como que fazendo uma oração que foi escrita para sempre.

Sem dúvida, devemos entendê-la assim. Como modelo que é, ela foi ditada pelo Mestre para servir como roteiro ou súmula básica daquilo que o crente em todos os tempos vindouros deveria sempre lembrar em seus momentos de oração: a exaltação a Deus, a santidade do Pai, o desejo pela instalação do reino de Deus, e pelo cumprimento de sua vontade sempre, as nossas necessidades materiais, o perdão para os nossos pecados, o livrar-nos da tentação e do mal, motivos estes que estiveram presentes em todos os tempos da igreja de Cristo e dos crentes, desde os tempos bíblicos até os nossos dias.

No entanto, ela não foi ensinada como uma "camisa-de-força" que nos amarra a um recitativo que com o passar do tempo pode se tornar sem nexo e sem efeito para os que assim o repetem. O que o Senhor desejava é que estes assuntou ou temas, fossem sempre lembrados pelo crente que ora, porque são aqueles que devem estar envolvendo o seu viver dia-a-dia em todos os tempos.

O salmista expressa isto num pequeno salmo de louvor que, encerra tudo isto que acima mencionamos (Sl 67.1,2):

"Deus se compadeça de nós e nos abençoe e faça resplandecer o seu rosto sobre nós, para que se conheça na terra o seu caminho e entre todas as nações a sua salvação"

Esta visão universal da bênção da presença de Deus entre o seu povo, é refletida no final do salmo, numa oração que mil anos antes de Cristo, nos conclama à evangelização dos povos de todo o mundo:

"Alegrem-se e regozigem-se as nações, pois julgas os povos com equidade, e guias as nações sobre a terra. Louvem-te, ó Deus, os povos. Louvem-te os povos todos" (Sl 67.4,5)




Oração para o dia: Concede-me, Senhor, o desejo de levar o teu nome àqueles que não te conhecem para que a tua salvação seja a eles estendida.

sábado, 1 de setembro de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - O exclusivismo da oração

A doutrina bíblica da oração
A oração após os tempos bíblicos

      O exclusivismo da oração



Leitura diária: Salmo 62.1-12
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 122, 123 e 124

Creio que os nossos leitores devem ter percebido que em toda esta semana em que procuramos nos situar nos tempo que se sucederam à igreja de Cristo e aos crentes, desde logo após os tempos bíblcos até aos nossos dias, que todos os textos que lemos da Palavra de Deus para nossa meditação diária, foram extraídos dos Salmos, e todos eles, de Davi.

Isto porque, talvez não tenha havido nos tempos bíblicos outro personagem que tenha tido tanta intimidade com o Senhor Deus, por meio da oração. Enoque, possivelmente... Mas não temos dela registros. Já Davi, sim, é um exemplo para nós, pois com os seus salmos, que são verdadeiras orações, tudo levava ao Senhor Deus: louvor, alegria, dor, sofrimento, angústia, temor, exaltação, todos esses sentimentos e outros foram levados ao trono de graças pelo salmista de Israel.

Creio que deveríamos aprender com ele a termos esta conexão tão rápida com o Pai em nossos momentos de reflexão e oração. Este salmo de nossa leitura de hoje testemunha isto para nós de maneira bem expressiva:

- Diante das opções de soluções e respostas que o mundo nos oferece, Davi responde: "Somente em Deus espera silenciosa a minha alma; dele vem a minha salvação" (v.1);
- Diante das dúvidas com que o mundo olha para o amanhã, Davi nos aponta o caminho: "Em Deus está a minha salvação e a minha glória" (v.7a);
- Diante da insegurança e violência do mundo moderno, Davi nos indica: "Deus é o meu forte rochedo e o meu refúgio" (v.7b).
- Finalmente, para um povo que vive em meio ao terrorismo, assaltos, sequestros, rebeliões e abusos de toda a ordem, ele aconselha:

"Confiai nele, ó povo, em todo o tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio."Sl 62.8

Será que eu e você temos tido esta disposição tão íntima e pessoal de colocar diante do Pai, os nossos pensamentos e vontades?



Oração para o dia:
Concede-me, Senhor, esta disposição que o hino nos conclama: "A Jesus Cristo contarei tudo que haja em meu peito a me sufocar".

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma oração de libertação

A doutrina bíblica da oração
A oração após os tempos bíblicos


                  Uma oração de libertação

Leitura diária:
Salmo 42.1-11
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 119.161-176, 120 e 121

Sim, foi isto que aconteceu com a igreja cristã. Liberta das amarras da igreja oficial, embora esta vá reagir com a Inquisição se tornando mais intensa, perseguindo, torturando e matando mesmo os crentes que se declaravam fiéis a esta nova existência na presença de Deus, sem a necessidade de um tutor, o fato verdadeiro é que os crentes vão passar a ter livre acesso ao Pai.

A Bíblia não está mais trancada nos monatérios e conventos... O seu texto já não está mais restrito a uma língua que muitos consideravam "morta". Ela agora podia ser lida e pregada no idioma de cada povo. Com isto, as idéias reformistas foram se desenvolvendo e os novos tempos chegaram.


Digamos que o texto do salmo 42 inspirou a todos aqueles que viveram esta época, como uma oração coletiva que se alastrava pelo mundo:


"Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo". Sl 42.1,2

Assim, a vida cristã passou a ter um novo patamar. Aquele viver monitorado pelo clero, que tanto católico como protestante, ditavam normas e cobravam indulgências, foi ficando no passado e a igreja cristã ganhou ares mais liberais, permitindo ao crente que ele mesmo, se tornasse mentor de sua vida santa e separada. Em contato direto com o Pai, ele podia orar para pedir, agradecer, interceder. A "reza" oficial vai perdendo seu efeito, ficando a critério de cada pessoa, em decorrência do seu maior e melhor relacionamento com o Pai, fazer a sua oração de fôro íntimo, sem os ditames de uma prece decorada.

O crente, passou a dirigir-se diretamente ao Pai, levando a ele todo o seu sentir e querer. Os versículos finais do salmo testemunham o sentimento que deve ter inspirado a muitos crentes do passado, nas orações que pronunciavam em face das dificuldades e contrariedades da vida: "Por que estás abatida, ó minha alma, e porque te perturbas dentro de mim? Espera em Deus... Ele que é o meu socorro e o meu Deus." Sl 42.1,2




Oração para o dia:
Concede-me, Senhor, esta mesma disposição do salmista em estar na tua presença, para rogar por teu amor e agradecer a bênção recebida.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma oração de confissão

A doutrina bíblica da oração
A oração após os tempos bíblicos


Uma oração de confissão

Leitura diária: Salmo 38.1-22
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulo 119.113-160

O que vai mudar o desenvolvimento do ministério da oração para a igreja, não foi resultado de qualquer esforço oriundo da própria igreja, mas sim de dois atos isolados, liderados por dois homens que em separado, fizeram com que suas idéias ou inventos, mudassem não somente a face da igreja, mas também a própria evolução da civilização.

Primeiramente, Guttemberg (alemão, 1394/1468), que em meio ao movimento chamado de Renascimento vai criar a imprensa por meio dos caracteres móveis, isto em torno de 1450/60, e tem como vetor de sua descoberta, a impressão da Bíblia. Algumas décadas, depois, um segundohomem se junta a este, Martinho Lutero (alemão, 1483/1546) que, com o Movimento da Reforma, iniciado em 1517 por ele, vai trazer as idéias novas para a igreja oficial que dispunha agora da Palavra de Deus mais facilmente à mão.


Nesta vulgarização do texto bíblico, até então retido nas grades do latim, simbolo de um Império que se desfez (1453) e de uma igreja que se encastelara em seus privilégios e riqueza e que por isso mesmo se distanciara do povo, igreja oficial contra a qual Lutero se insurgira, ele próprio traduz a Bíblia para o alemão, enquanto, um século antes quase, John Wycliffe (inglês, 1320/1384) já o tinha feito para o inglês.


Com isso, os textos bíblicos se tornaram mais próximos da comunidade dos crentes, e como a vida desses líderes reformadores era de reclusão e de observância irrestrita à Palavra de Deus, os salmos de confissão e de submissão deviam servir de inspiração para os crentes da época:


"Ó Senhor, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor. Senhor diante de ti está todo o meu desejo e o meu suspirar não te é oculto.Não me desampares, ó Senhor. Apressa-te em meu auxílio" Sl 38.1,9,21


Com a libertação das indulgências que Martinho Lutero trouxe para a igreja, o crente passou a ver-se como responsável pessoal e único diante de Deus por sua vida e seus pecados. Este salmo de Davi expressa bem este sentir.




Oração para o dia:
Concede-me, Senhor, este espírito de reverência e temor diante de ti, de tal maneira vívido em meu ser, que eu não me deixe enganar pelo mal.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - A criação de Deus sendo motivo de oração

A doutrina bíblica da oração
A oração após os tempos bíblicos


 A criação de Deus sendo motivo de oração



Leitura diária: Salmo 19.1-14
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulo 119.65-112

Sem dúvida, nestes tempos trevosos que a humanidade atravessou da chamada Antiguidade até ao final da Idade Média, com a precariedade dos recursos e pobreza mesmo das pupulações em geral, a igreja de Cristo que se congregava em cada uma dessas comunidades tinha que se valer dos registros antigos para inspirar os seus atos de culto.

A Bíblia, a Palavra de Deus, ainda estava de certa forma se compondo. Os textos já definidos como "canônicos", eram oficializados nos diversos concílios que a igreja formava, mas eles não tinham como distribuir tais escrituras.Os grandes volumes manuscritos se tornavam quase que esxclusivamente, propriedade das bibliotecas que se formavam junto aos monastérios, abadias, igrejas e mesmo os seminários nascentes.

O povo tinha pouco ou nenhum acesso à leitura bíblica que estava ainda reduzida ao texto grego da septuaginta para o AT e dos manuscritos mais recentes do NT, também em grego. Isto só vai mudar um pouco, no século IV d.C. (anos 300 de nossa era), quando Jerônimo, por ordem da igreja oficial, faz a tradução do texto bíblico para o latim, a chamada tradução "vulgata".Porém, o povo, os núcleos que formavam a igreja, continuavam distanciados do texto bíblico, pois não sabendo ler, de nada lhes adiantava conhecer que o texto agora estava no chamado "vulgo popular", o latim, o idioma que o Império Romano difundira para o mundo.

Assim, é que os salmos continuaram sendo para este povo, um lenitivo permanente para a dor e o alento para a esperança. Em um salmo como este de Davi, a igreja de Cristo, recitando-o em espírito de oração, compartilhava um pouco em cada comunidade a grandiosidade do Deus que adoravam e temiam:

"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos... A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma... Quem pode discernir os próprios erros? Sl 19.1,7,12

Assim os salmos iam como que embalando a igreja, para que quando chegasse o dia de sua afirmação, ela estivesse em condições de desfrutá-lo.




Oração para o dia:
Concede-me, Senhor, a sensibilidade para olhando a natureza perceber não só o teu poder, mas também o teu amor por tua criatura.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - O estado de espírito da igreja que ora

A doutrina bíblica da oração
A oração na igreja hoje


 O estado de espírito da igreja que ora



Leitura diária:
Atos dos Apóstolos 4.32-37
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 128, 129 e 130

O texto de nossa leitura de hoje, é como se fosse uma continuidade ao de ontem, embora dois capítulos os separam e talvez alguns dias, quantos não sabemos, mas temos nesse interregno entre eles, a narrativa de dois eventos bem distintos e que devem ter ocorrido distantes em termos de dias, um do outro, pelo que podemos depreender da leitura (a cura do coxo e a prisão de Pedro e João pelo Sinédrio).

Observem que lendo-se sequencialmente os dois versículos, o último da leitura de ontem (2.47) e o primeiro de hoje (4.32), nada parece separar um momento do outro, tal a continuidade descritiva do espírito de amor, concórdia e paz reinante naquela igreja:

"... louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos...Da multidão dos que criam, era um só o coração e uma só a alma, e ninguém dizia que coisa alguma das que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.

A igreja que aspire viver num estado de espírito como este, de tanta harmonia e integração, só o poderá fazer por meio da oração. Não há outro meio ou caminho. As técnicas mais desenvolvidas modernamente utilizadas pelas empresas para estreitar os relacionamentos e o ambiente de fraternidade entre os seus profissionais, clientes, fornecedores, não conseguem alcançar tal nível de interação. Muitas vezes, até, criam situações embaraçosas e que prejudicam o bem estar do grupo.

Já o espírito de oração entranhado em uma comunidade, seja ela maior ou menor, familiar ou eclesiástico, religioso ou secular, não importa, ele, por dissipar as vaidades, minimizar os egos, moldar os temperamentos, domar os facilmente irritáveis, temperar os ânimos, equilibrar os ímpetos, diminuir o egoísto e o orgulho do "eu", consegue sim, fazer com que "o coração de todos seja um só, e a alma de todos seja uma só". Será que a sua e a minha igreja, as nossas famílias têm este estado de espírito resultante do espírito de oração reinante?




Oração para o dia: Concede-me, Senhor, um tal espírito de oração no viver, que eu possa pela comunhão com o teu Santo Espírito estar em plena harmonia com todos ao redor.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

CULTO DE GRATIDÃO 40 ANOS DIACONO ROMI ROSA




Foi realizado ontem na congregação batista no horto florestal, no culto da noite.  Os 40 anos de batismo do irmão diácono Romi Rosa, onde tivemos o privilegio de ouvir o pastor Jocis Godoy.  Que há 40 anos levou as águas o irmão Romi, na Igreja Batista em Boa Ventura.

Parabéns ao irmão Romi Rosa...

Revendo nosso manual do bom comportamento

altEm um dos seus textos, o escritor Paulo Coelho fala sobre como Jesus não seguia o manual do bom comportamento. Depois de ler esse tema me fez refletir sobre alguns assuntos:

Texto de Paulo Coelho:
Não seguir o manual do bom comportamento
Jesus deve ter pensado muito bem em suas atitudes. Sabia que elas seriam comentadas pelos séculos vindouros, e precisava dar o exemplo.


Seu primeiro milagre? Não foi curar um cego, fazer um coxo andar, exorcizar um demônio: mas transformar água em vinho, e animar a festa.

Seus companheiros? Não foram os que comandavam a cultura e a religião da época; mas homens comuns, que viviam de seu trabalho.

Suas companheiras? Não eram como Marta, que fazia bem direitinho a tarefa doméstica; mas como Maria, que o seguia com liberdade.

O primeiro santo? Não foi um apóstolo, nem discípulo, nem um fiel seguidor; mas o ladrão que morria ao seu lado.

O sucessor? Não foi aquele que mais se aplicou em aprender seus ensinamentos; mas quem o negou no momento em que mais precisava de ajuda.

Enfim, nada do que mandava o manual do bom comportamento.


Minha conclusão:
Acredito que o escritor Paulo Coelho, apesar de no meu ponto de vista algumas de suas ideias serem equivocadas, está certíssimo na sua afirmação: Jesus não seguiu o manual do bom comportamento. Mas a questão é que mesmo não seguindo este manual, Ele fez tudo de forma corretíssima, sem contestamento. Logo, penso que seja o nosso manual que deve ser contestado.

Por exemplo: Em alguns momentos deixamos de lado a alegria, o louvor, a felicidade, a adoração e damos mais importância aquelas tristezas e angústias. Ao transformar a água em vinho Jesus estava demonstrando o motivo pelo qual Ele veio ao mundo, para trazer felicidade ao nosso coração. Mas esquecemos disso quando damos mais valor as infelicidades.

Também tomamos o caminho errado ao escolher nossos amigos ou companheiros, preferimos aqueles que irão nos trazer algum benefício e deixamos de lado verdadeiros parceiros. Nos esquecemos que melhor do que ser servido é servir. E que se Deus apaga os pecados, não devemos ressuscitar os pecados do nosso próximo, mas sim, acreditar nas mudanças e ajudá-los nessas mudanças.

Seguimos dando mais valor a coisas terrenas, as quais não serão de nenhum proveito no futuro. Em outras situações engrandecemos pessoas, circunstâncias, momentos, acontecimentos ou até mesmo objetos que pouco valor ou nenhum merecem. Enfim, nos perdemos nos nossos próprios conceitos.

Necessitamos mais do que depressa rever nosso manual do bom comportamento, antes que nossa própria história se perca. Sugiro que comecemos estudando a vida de Jesus, o homem que transformou o mundo quebrando paradigmas do passado, do presente e do futuro.

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).





Arina Paiva
Secretária de Comunicação da CBB

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - A oração em tempos nebulosos

A doutrina bíblica da oração
A oração após os tempos bíblicos


A oração em tempos nebulosos

Leitura diária: Salmo 4.1-8
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 117, 118 e 119.1-16

Não temos muitas notícias sobre como a igreja de Cristo cultivou o ministério da oração após os tempos bílicos. Depois que João escreveu o seu "apocalipse", o registro histórico dos caminhos adotados pela igreja vão se perder. O Evangelho iniciante havia se espalhado pelo mundo conhecido da época, saindo de seu berço na Palestina e subindo até a Àsia, a Turquia moderna, indo mesmo até as fronteiras com a Rússia de hoje, depois, derivando para o Ocidente, chegando à Europa, e flanquando oMediterrâneo, descido até a África. O contorno do Grande Mar estava cercado pelos núcleos formadores da igreja de Cristo.

Alguns registros existem de que chegou mesmo até a Índia, China e Japão, mas sem que possamos abstrair desses reduzidos dados históricos, qualquer informação mais precisa como se comportava a igreja em sua devoção, cultos e especialmente, no ministério da oração.

Os chamados "pais da igreja", Tertuliano, Clemente, Inácio, Policarpo, por certo, pelo que a História consegue nos transmitir procuraram passar à igreja em crescimento as noções de espiritualidade e vida santa que se deveria requerer dos crentes em Cristo. Muitos foram perseguidos e morreram mesmo, por esta causa, como por exemplo Policarpo, que foi sacrificado por sua fé.


A verdade absoluta que podemos retirar desse contexto é que somente pelo poder da oração a arma primeira e última do crente para enfrentar a adversidade é que a igreja conseguiu sobreviver a esses tempos difíceis chegando aos nossos tempos. Sem dúvida, os salmos que eram mais conhecidos e cantados por alguns grupos de cristãos, representavam para eles o caminho para o encontro da paz em Cristo. Davi, com o Salmo 4, por exemplo, deve ter inspirado muito os pioneiros:

"Responde-me quando eu clamar, ó Deus da minha justiça!Na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração" Sl 4.1

Foi orando desta forma, que a igreja subsistiu naqueles tempos difíceis, em
que os líderes da igreja não tinham como estar junto ao rebanho.



Oração para o dia:
Concede-me, Senhor, o privilégio de mesmo na pior situação de vida que esteja atravessando, poder vislumbrar a tua bênção sobre mim.

domingo, 26 de agosto de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma oração representada

A doutrina bíblica da oração
A oração no NT - Os ensinos dos apóstolos

Uma oração representada



Leitura diária: Hebreus 12.12-14
Leitura da Bíblia em um ano: Gálatas 4 a 6 e Efésios 1 e 2

Para encerrar esta semana de meditações nos ensinos apostólicos sobre a oração, voltamos à carta aos hebreus que foi onde começamos na segunda-feira passada.

Ali vimos o sublime capítulo em que o escritor da carta nos conclama, a todos nós, a termos a necessária ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, onde somente o Sumo-Sacerdote ali entrava, uma vez por ano apenas, para levar a expiação pelos pecados de todo o povo. Conforme lemos ali, agora todo o crente tem livre acesso para orar, falar com o Pai, confessar os seus pecados, pedir o perdão para eles e, a seguir, dispor-se a uma nova dia diante do Senhor.

No texto de hoje, é como se o escritor da carta estivesse se colocando em oração diante do Senhor, fazendo com o texto que escreve, uma viva representação do ato de orat diante do Pai (v.12,13):

"Portanto, levantai as vossas mão cansadas, e os joelhos vacilantes, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que é manco, não se desvie, antes seja curado."

Observem, mais uma vez, a vinculação do ato de orar (levantai as vossas mãos e dobrai os vossos joelhos), e sua estreita vinculação a uma vida de retidão diante do Pai (fazei veredas direitas). Ou seja, a oração não se faz sem que haja uma atitude positiva de vida.

O escritor sacro, no entanto, vai um pouco mais além, mostrando inclusive, qual seria o rumo destas "veredas direitas"(v.14):

"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus."

Uma vida de oração, leva, sem dúvida, aquele que a pratica e a exerce no seu dia-a-dia, com sinceridade de coração e submissão a Deus, a um viver onde a paz estará presente em todos os seus relacionamentos, trazendo por conseguinte, a formação de uma vida de integridade na presença do Senhor.




Oração para o dia:
Concede-me, Senhor, a felicidade de sentir-me sendo usado por ti, para que a paz e a santidade façam parte constantes do meu dia-a-dia.

sábado, 25 de agosto de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma oração de esperança eterna

A doutrina bíblica da oração
A oração no NT - Os ensinos dos apóstolos


Uma oração de esperança eterna

Leitura diária: Judas 20-25
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 114, 115 e 116


Estamos chegando ao final da semana e fica-nos faltando apenas um apóstolo para verificar se dentre os que deixaram seus escritos para a revelação do plano de Deus, todos, mencionaram algo sobre a oração.


Já vimos os ensinos de Paulo, durante uma semana, e depois dia-a-dia, Pedro, João, Tiago e Judas, o outro irmão de Jesus Cristo que, depois de sua morte, tornou-se seguidor, discípulo, e, finalmente, apóstolo. Pelo que podemos verificar no texto acima indicado, ele também ensinou sobre a oração (v.20,21):


"Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna."


O primeiro ensinamento que podemos retirar desses dois pequenos versículos é que o edifício de nossa fé cristã se erige sobre o alicerce da oração. Sim, porque oração é a fé exercitada... É a fé dinâmica e ativa. Aquela que cresce e progride. Há crentes que têm apenas a fé salvadora, ou seja, a fé no sacrifício remidor de Cristo Jesus. Depois deste passo, nada mais acrescentam ao fundamento. É uma fé inativa e sem perspectivas. Serve apenas como porto seguro ao qual o viajante chega, mas do qual nunca mais parte em demanda a outros mares.


O segundo ensinamento é que a oração há que ser sempre feita pelo crente em consonância com o Santo Espírito de Deus que nele habita. Há orações que são belas peças oratórias, mas não são oração, verdadeiramente. São palavras ao vento, expressões para impressionar o auditório, mas que do seu teto não passam.O carimbo que marca e autentica uma oração como verdadeira oração, é aquele que é manipulado pelo Espírito de Deus que fala ao coração daquele que ora.


O terceiro ensinamento que podemos retirar do texto é que esta dualidade, primeiro da fé que se edifica e, segundo, por obra da oração conduzida pelo Espírito de Deus na vida do crente, vai levá-lo, naturalmente, a uma vida onde o amor do Pai estará presente nele e onde a esperança da vida eterna se manifestará sempre, pela misericórdia do Senhor que nos livra do mal.




Oração para o dia: Concede-me, Senhor, a bênção de ter uma fé que não se estabilize apenas na graça da salvação, mas que me leve a crescer mais e mais no teu serviço.

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma oração de libertação

A doutrina bíblica da oração
A oração após os tempos bíblicos


  Uma oração de libertação

Leitura diária:
Salmo 42.1-11
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 119.161-176, 120 e 121

Sim, foi isto que aconteceu com a igreja cristã. Liberta das amarras da igreja oficial, embora esta vá reagir com a Inquisição se tornando mais intensa, perseguindo, torturando e matando mesmo os crentes que se declaravam fiéis a esta nova existência na presença de Deus, sem a necessidade de um tutor, o fato verdadeiro é que os crentes vão passar a ter livre acesso ao Pai.

A Bíblia não está mais trancada nos monatérios e conventos... O seu texto já não está mais restrito a uma língua que muitos consideravam "morta". Ela agora podia ser lida e pregada no idioma de cada povo. Com isto, as idéias reformistas foram se desenvolvendo e os novos tempos chegaram.


Digamos que o texto do salmo 42 inspirou a todos aqueles que viveram esta época, como uma oração coletiva que se alastrava pelo mundo:


"Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo". Sl 42.1,2

Assim, a vida cristã passou a ter um novo patamar. Aquele viver monitorado pelo clero, que tanto católico como protestante, ditavam normas e cobravam indulgências, foi ficando no passado e a igreja cristã ganhou ares mais liberais, permitindo ao crente que ele mesmo, se tornasse mentor de sua vida santa e separada. Em contato direto com o Pai, ele podia orar para pedir, agradecer, interceder. A "reza" oficial vai perdendo seu efeito, ficando a critério de cada pessoa, em decorrência do seu maior e melhor relacionamento com o Pai, fazer a sua oração de fôro íntimo, sem os ditames de uma prece decorada.

O crente, passou a dirigir-se diretamente ao Pai, levando a ele todo o seu sentir e querer. Os versículos finais do salmo testemunham o sentimento que deve ter inspirado a muitos crentes do passado, nas orações que pronunciavam em face das dificuldades e contrariedades da vida: "Por que estás abatida, ó minha alma, e porque te perturbas dentro de mim? Espera em Deus... Ele que é o meu socorro e o meu Deus." Sl 42.1,2




Oração para o dia:
Concede-me, Senhor, esta mesma disposição do salmista em estar na tua presença, para rogar por teu amor e agradecer a bênção recebida.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Oração e a certeza de sua resposta

A doutrina bíblica da oração
A oração no NT - Os ensinos dos apóstolos


Oração e a certeza de sua resposta

Leitura diária: 1João 3.21-24
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 111, 112 e 113


O apóstolo João em outro trecho de sua carta primeira, já havia abordado o assunto sobre o poder da oração. Foi no capítulo 3, quando escrevendo sobre a "manifestação dos filhos de Deus", menciona algo novamente a respeito do poder da oração.

É interessante verificar a associação que o apóstolo faz novamente entre o ato de orar e a vida santa na presença de Deus e vivida segundo a sua vontade. Neste texto ele menciona pela vez primeira este fato, de forma muito semelhante a quando o faz pela segunda vez no capítulo 5, que ontem tratamos aqui:

"Amados, se o coração não nos condena, temos confiança para com Deus; e qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista" 1Jo 3.21,22

Assim, fica claro que para a existência de uma vida de oração autêntica e eficaz para o crente, é indispensável que seu viver esteja em consonância com a vontade do Senhor. Quando o apóstolo repete aqui e ali que "esta é a confiança que temos nele", o que ele está nos dizendo é que se temos consciência de que a nossa vida é efetivamente santa e pura, podemos ter a certeza de que ele vai nos ouvir, conforme afirma em 5.14,15 que ontem lemos, porém, mais ainda: teremos a convicção que receberemos dele a resposta à nossa oração, conforme lemos no texto de hoje.

O que deve ficar claro para nós, é que esta certeza "que dele receberemos", não é um aval de que todos os nossos pedidos serão atendidos sempre pelo Senhor. Não! Não entendamos assim, de maneira simplista e favorável ao nosso pedido. Isto porque, a condicionante preliminar e básica para todo este processo da resposta de Deus à nossa oração, está contida no texto do versículo 14 do capítulo 5, quando o apóstolo menciona claramente que "se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve." Ou seja, o fato de ter ouvido não quer dizer que nos atenda, mas sim, que, segundo a sua vontade e soberania, ele nos atenderá ou não.




Oração para o dia: Concede-me, Senhor, o espírito de submissão à tua vontade, sabendo quer por melhor que viva santamente, isto não quer dizer que serei em tudo atendido.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma palavra sobre o poder da oração

A doutrina bíblica da oração
A oração no NT - Os ensinos dos apóstolos


Uma palavra sobre o poder da oração

Leitura diária: 1João 5.14-21
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 108, 109 e 110


O escritor da carta aos hebreus, bem como Tiago e Pedro, já nos trouxeram algum ensinamento sobre o ministério da oração. Pois bem, além deles, temos também do apóstolo João, o apóstolo do amor, pelo menos dois momentos em que ele, em sua primeira carta, nos escreve mui oportunamente, sobre a vida de oração que devemos ter como crentes em Cristo.

O primeiro, e mais ilustrativo, é o que separamos para a nossa leitura de hoje, quando o apóstolo fala sobre a eficácia da oração. Ele é bastante enfático ao declarar sobre a fé que devemos ter quando pedimos algo em oração:


"E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve." 1Jo 5.14


Ou seja, todo crente deve ter esta convicção em seu coração quando ora ao Senhor: - Ele está sempre nos ouvindo. Se cremos nele, ele tem a sua "escuta" ligada aos nossos corações de forma que sabe, antes que peçamos, aquilo, de que estamos precisando ou requerendo. Como crentes da nova dispensação, devemos saber, como Daniel, em pleno AT aprendeu, conforme declarou-lhe um anjo do Senhor, "que enquanto ele ainda estava falando na oração... no princípio das suas súplicas, Daniel, saiu a sua ordem", istoé, o Senhor se antecipa aos nossos desejos, na medida em que eles sejam, realmente, resultantes da vontade do Senhor sendo feita em nossos corações.


Mas, o apóstolo do amor prossegue ainda, inspirando-nos mais ardor e segurança em nossa vida de oração, pela afirmativa que nos traz no versículo seguinte (1Jo 5.15):


"E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido."


Por isso é que devemos ter sempre a maior reverência nos momentos de oração: - Afinal de contas ele nos garante, tanto o ouvir, quanto o retribuir.




Oração para o dia: Concede-me, Senhor, o privilégio de desfrutar desta certeza de tua resposta à minha oração, tornando-me mais e mais fiel à tua vontade.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma oração autêntica

A doutrina bíblica da oração
A oração no NT - Os ensinos dos apóstolos


Uma oração autêntica

Leitura diária: 1Pedro 2.1-10
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 105, 106 e 107

Pedro vivia esta época de Tiago e também da escritura da carta aos hebreus que já vimos também.Esta era uma época de afirmação da igreja cristã nascente em contradição ainda aos princípios basilares da fé judaica, que os judeus conversos ao cristianismo tinham dificuldade em entender.

Eram tempos difíceis que requeriam dos apóstolos remanescentes, continuadores da obra de Cristo, muita persistência em exortar e ensinar, batendo sempre em teclas que já haviam sido repisadas pelo próprio Cristo e por Paulo, mas que os crentes judeus, tinham relutância em aceitar ou entender, estigmatizados que foram pelo passado da tradição judaica que haviam herdado.

Pedro vai então bater nesta tecla, de uma forma muito poderosa e incisiva. Digamos que depois da ordem da carta aos hebreus, orientando os crentes judeus a "com ousadia" entrarem no templo da oração, é esta declaração de Pedro a mais forte conclamação ao povo judeu, sobre o novo patamar que eles haviam alcançado, não mais apenas por ter sido o povo escolhido por Deus no passado do AT, mar por ter sido o povo batizado por Cristo em sua morte no Calvário.

Sua palavra é muito positiva e está registrada nos vesículos acima de uma forma que diríamos crescente em intensidade. Começa por indicar que deviam os crentes, deixar toda a "malícia e o pecado"... que deviam chegar-se para próximo de Cristo e seus ensinos... que deviam entender que agora eles eram também edificados como "casa espiritual", e que, por tudo isto, deveriam a partir de então, com coragem e resolução assumir a sua real posição, ou seja:

"Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" 1Pd 2.9

Uma dessas "grandezas" da vida cristã a que Pedro se refere, é, sem dúvida, a certeza de que a partir deste momento, todo judeu converso ou gentio convertido, poderiam ter livre trânsito para falar com o Pai, por meio do sacrifício redentor de Cristo Jesus e pela intermediação do seu Santo Espírito.




Oração para o dia:
Concede-me, Senhor, desfrutar desta intimidade que posso ter contigo, por meio da oração.Faze-me um crente que viva sempre em conexão contigo.


Oração para o dia: Concede-me, Senhor, um coração grato a ti. Grato de tal forma, que em cada oração, eu testemunhe a ti o meu muito obrigado pelo que fazes por mim.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Smilinguido


A eficácia da oração


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“E aconteceu que, naqueles dias, subiu Jesus ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos” (Lucas 6.12,13).

Os relatos neo-testamentários evidenciam de maneira piramidal o enfoque que Jesus evidenciava à oração. Mas o que precisamente entende-se por oração? Oração, em primeiro lugar, não é uma reza. Apesar de as palavras serem sinônimas, no entanto não são coisas idênticas. Enquanto a reza é algo repetitivo, isto é, segue o mesmo padrão em sua forma e estilo, a oração não. Oração é um conversar com Deus. É expor de maneira espontânea, sincera o que queremos com Deus, de Deus e o quanto podemos lhe agradecer por todas as coisas que nos sucedem, sejam boas, imprevisíveis ou desagradáveis.

Um exemplo assaz esclarecedor que podemos apresentar: a lei de número 704 (fictícia), reza: é proibido pisar na grama. Tal reza sempre será a mesma, não muda. Jesus é o nosso padrão de virtude, de conduta, de submissão a Deus. Se Jesus, sendo Deus, orava ao Pai para tomar uma decisão, quem somos nós para fazer diferente? Uma oração feita por um filho de Deus movimenta o mundo espiritual, tanto o da luz como o das trevas.

Daniel, profeta do velho testamento, quando recluso no reino da Babilônia, juntamente com o seu povo, começou a orar a Deus para libertação de Israel. Teve como resposta angelical à sua oração: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; toma, pois, bem sentido na palavra e entende a visão” Daniel 9.23. (Leia, prezado leitor, todo o livro do profeta Daniel e você constatará o que uma oração feita por um servo de Deus pôde fazer com uma potência mundial de então!). Em outra passagem de Daniel lemos: “Então, me disse: não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia, em que aplicaste o teu coração a compreeender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras” Daniel 10.12.

Veja bem, Daniel mudou o rumo de uma nação com suas orações! E você, meu querido leitor, pode também mudar o histórico de sua vida se sinceramente orar a Deus. Talvez, nesse exato momento, você esteja passando por uma situação difícil, uma angústia, uma enfermidade, uma dívida, um problema existencial! Você já orou a Deus? Você já conversou com Deus a respeito desse assunto? Tenha um encontro com Deus!

Observe o que o profeta Jeremias, sendo boca de Deus, expressa: “Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias 29.11-13). Experimente, eu desafio você orar a Deus. Jesus nos incita, dizendo: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (João 14.13).

Que Deus te abençoe! Amém!


Carlos Alberto Pereira - Pastor da PIB em Três Marias – MG

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Uma oração para cura

A doutrina bíblica da oração
A oração no NT - Os ensinos dos apóstolos


Uma oração para cura


Leitura diária: Tiago 5.7-20
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 102, 103 e 104


Tiago, o apóstolo, irmão carnal de Jesus, o pastor da primeira igreja que se constituía em Jerusalém vai nos trazer em sua carta, um sublime exemplo sobre o poder da oração feita com fé, por parte de qualquer crente, membro de uma igreja de Cristo, uma comunidade dos salvos, em qualquer lugar que ela se reuna.

Sua escrita é muito clara sobre o dever da igreja em orar e sobre o poder desta oração na vida do crente:

"Está aflito alguém entre vós? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados" Tg 5.13-15

O apóstolo, porém, vai mais longe ainda em seu ensino sobre a oração:


Ela não deveria ser usada pela igreja apenas como uma medida terapêutica para aqueles que estariam enfermos fisicamente ou adoentados espiritualmente, para serem curados pela fé, do mal físico ou do vício do pecado.


Não! Havia algo mais ainda que a oração poderia fazer e o apóstolo testemunha então a este respeito quando nos afirma que ela poderia contribuir para a criação de um sentimento de harmonia e comunhão cristã de grande valor espiritual para todos:


"Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação" Tg 5.16


Com esta frase final, o apóstolo põe um ponto final na questão de quem deve orar ou não orar. Todo crente em Cristo pode fazê-lo. Desde que justificado pelo sangue de Cristo derramado por ele na cruz do calvário, ele pode ter acesso ao Pai, pois está escrito: "a oração do justo pode muito em seu efeito".




Oração para o dia:
Concede-me, Senhor, esta convicção e certeza de que quando estou orando, eu o estou fazendo, porque fui justificado pelo teu sangue na cruz do calvário.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

MEDITAÇÕES DIÁRIAS - Oração, uma atitude ousada

A doutrina bíblica da oração
A oração no NT - Os ensinos dos apóstolos


Oração, uma atitude ousada

Leitura diária: Hebreus 10.19-25
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 99, 100 e 101

Depois de termos visto nessas duas últimas semanas como o ministério da oração foi se inserindo dentro da prática e eclesiologia da igreja cristã nascente e na vida dos seus integrantes, em conformidade aos ensinos de Cristo e de Paulo, vamos ver agora como os demais apóstolos se posicionaram em relação a esta doutrina que se tornaria na coluna mestra da estrutura de fé da igreja cristã, a oração.

Comecemos por uma carta da qual não sabemos bem quem teria sido o seu autor, embora algumas suposições possam ser feitas. Também não sabemos quando a carta aos hebreus foi escrita. Da mesma forma como procedemos quanto à sua autoria, só podemos fazer alguma ilações a respeito da época de sua escritura. Por exemplo, em função, de não haver menção à queda e destruição de Jerusalém que ocorre nos anos 70, o que teria que ser citado, sendo como é, uma carta escrita para os judeus conversos, indicam os estudiosos que podemos supor que foi escrita antes desta época.

O fato, é que ela contém um texto que representa muito bem, aquilo que o povo judeu, educado que fora segundo a mais rigorosa tradição judaica, deveria pensar a respeito da oração. Ou seja, isto era algo destinado para a prática por alguns privilegiados. Os sacerdotes, alguns levitas mais destacados, os homens do Sinédrio, talvez. O povo, este nunca teria condição de aspirar o falar com Deus. Era algo impossível para o povo judeu mais simples que teria sempre que esperar um intermediário que orasse por ele.

Pois bem, o escritor desta carta vem ao encontro desta forma de pensar, quando expõe claramente que era um ato de ousadia, o falar com Deus (10.19,22):

"Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santíssimo lugar, pelo sangue de Jesus, pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo... cheguemo-nos com verdadeiro coração em inteira certeza de fé."


Sim, agora o véu não nos separa mais da presença do Senhor. O sacerdote não precisa ali entrar uma vez por ano. Eu posso fazê-lo sempre que quiser.




Oração para o dia:
Concede-me, Senhor, esta certeza e esta convicção de que posso separar em meu lar, um santíssimo lugar para estar sempre em oração contigo.